Foto: Gabriel Justo/Folhapress
Quem produz uma embalagem? A indústria. Quem vende? O comércio. Quem compra? O consumidor. Mas quem costuma ficar com a conta quando essa embalagem vira resíduo? Em boa parte das nossas cidades, a resposta é conhecida: o poder público, o meio ambiente e, principalmente, as populações mais vulneráveis. Não se trata apenas de um problema de lixo, mas de justiça ambiental.
O PL Recicla visa alterar a Lei Municipal 17.471/2020 sobre logística reversa em São Paulo. O projeto parte justamente da necessidade de melhorar a rastreabilidade das embalagens e a qualidade das informações sobre os materiais colocados no mercado.
A proposta traz para o centro do debate uma questão que deveria ser básica em qualquer estratégia moderna de sustentabilidade: não é possível administrar aquilo que não conseguimos medir e acompanhar.
E medir não pode se resumir a contar toneladas recicladas no final da cadeia, mas ter um olhar para todo o processo — da produção às perdas e ao financiamento da recuperação. Essas questões também são de ESG.
Durante anos, muitas empresas trataram sustentabilidade como uma questão de reputação. Publicaram relatórios, estabeleceram metas e anunciaram compromissos. Tudo isso tem valor. Mas as ações de ESG precisam produzir efeitos positivos concretos na vida das pessoas. E é justamente na ponta mais vulnerável que essa discussão ganha outra dimensão.
Leia a matéria completa em Folha de São Paulo:
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