Onebio, parceria entre Edge e Orizon, tem capacidade de produzir 225 mil m³/dia de biometano. (Divulgação)

Correio Popular – 13/07/2026

Neste aniversário de 252 anos, Campinas reforça um novo protagonismo econômico. Além de sua tradição industrial, tecnológica e científica, passa a ocupar posição estratégica na transição energética brasileira ao sediar a maior planta de produção de biometano do país em capacidade instalada. 

Localizada no Ecoparque Paulínia a planta Onebio — desenvolvida em parceria entre a Edge, empresa especializada em gestão de ativos e comercialização de gás, e a Orizon, maior empresa de valorização de resíduos da América Latina — representa uma nova geração de infraestrutura energética baseada na economia circular.

Com capacidade para produzir 225 mil metros cúbicos de biometano por dia, a unidade transforma biogás gerado pela decomposição de resíduos sólidos urbanos em combustível renovável capaz de substituir o gás natural de origem fóssil e o diesel em diversas aplicações industriais e de transporte. O volume produzido é suficiente para atender aproximadamente 560 mil residências, caso fosse destinado ao consumo residencial, e a planta já nasce conectada à rede de distribuição de gás natural.  

Mudança de paradigma

Mais do que uma planta industrial, o empreendimento simboliza uma mudança de paradigma: resíduos que antes representavam um passivo ambiental passam a integrar a infraestrutura energética renovável do país.

A unidade entrou em operação no início de 2026 e recebeu investimento de R$ 450 milhões, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio do Fundo Clima e da linha Finem. 

“A Onebio é um ativo estratégico para a Orizon e para a matriz energética brasileira. Estamos escalando a transformação de resíduos em gás renovável com confiabilidade, previsibilidade e capacidade industrial, oferecendo uma solução que permite aos clientes avançar em metas de descarbonização com integridade ambiental e eficiência operacional, sem abrir mão de desempenho”, diz Milton Pilão, CEO da Orizon. 

“Com a Onebio, damos um passo importante para ampliar a infraestrutura de gás renovável no país e viabilizar a oferta de biometano em escala. A planta nasce integrada à rede de distribuição, o que traz previsibilidade para o mercado e permite que indústria e transporte avancem na descarbonização com uma solução competitiva e confiável.”, afirma Demétrio Magalhães, CEO da Edge.

Ecoparque Paulínia 

Com área de 2,5 milhões de m², o Ecoparque Paulínia é um dos maiores ativos da Orizon no país. Recebe cerca de 4,5 mil toneladas de resíduos por dia provenientes de prefeituras, indústrias e estabelecimentos comerciais de Campinas, Paulínia, Sumaré e outras cidades da região. 

Além de produzir biometano, o ecoparque oferece as seguintes soluções de valorização de resíduos: reciclagem, captura de biogás, geração de energia elétrica, fabricação de fertilizantes verdes e geração de créditos de carbono.  

Vantagens do biometano 

O biometano reduz em até 99,7% as emissões de CO₂ em comparação ao diesel, de acordo com referências do FGV/GHG Protocol, e diminui em até 85% as emissões de poluentes associados à piora da qualidade do ar e a impactos na saúde respiratória nos grandes centros urbanos.

Diferentemente de outras rotas de produção renovável, a produção de biometano a partir de aterros sanitários garante fornecimento contínuo, sem sazonalidade, oferecendo suprimento estável para frotas de transporte pesado e urbano, além de aplicações industriais. 

Avenida de expansão

A produção de biometano é uma das principais avenidas de expansão da Orizon; do ponto de vista energético, consolida o papel da companhia na transição para uma matriz mais limpa. A empresa ganha relevância nesse mercado e responde atualmente por cerca de 30% da capacidade autorizada de produção de biometano a partir de resíduos sólidos urbanos no Brasil, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Já a capacidade potencial de produção de biometano pela Orizon alcança 2 milhões de m³/dia, volume capaz de substituir o diesel de cerca de 10% da frota de ônibus nacional. A companhia se posiciona como protagonista da transição energética no Brasil.  

“A produção nacional de biometano contribui para maior estabilidade de custos frente às oscilações internacionais do petróleo e do dólar. Em um país que ainda importa cerca de 25% a 30% do diesel que consome, ampliar a oferta de um combustível brasileiro, renovável e produzido a partir de resíduos é uma agenda estratégica de segurança energética. Estamos prontos para atender a uma demanda estrutural crescente na indústria, no transporte pesado e na mobilidade urbana”, destaca Pilão.

Fonte: Correio Popular

https://correio.rac.com.br/rmc-abriga-a-maior-planta-de-biometano-do-brasil-e-se-consolida-como-polo-da-transic-o-energetica-1.1828652

Assembleia Geral Ordinária SELUR

SELUR convocam todas as empresas privadas que realizam serviços de limpeza urbana pública nos municípios do Estado de São Paulo, filiadas associadas ao SELUR, e...