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Portal Tela – 29/06/2026
Milton Pilão Júnior, CEO da Orizon, afirmou que a empresa está ganhando escala para acelerar a produção de biometano. A meta é que, em cinco anos, a energia gerada passe a representar mais receita e margem do que a destinação de resíduos.
Ao anunciar o fechamento da incorporação da Vital na primeira quinzena de junho, a Orizon destacou que a receita combinada pode superar os 4 bilhões de reais. A operação amplia o conjunto de ativos da companhia.
A Orizon passa a operar 30 aterros sanitários, com presença em 15 estados e atendimento a cerca de 35% da população brasileira. A empresa pretende transformar o aterro em início de uma cadeia de valor ambiental e energético.
A estratégia envolve transformar resíduos recebidos em biogás, depois em biometano, gerando créditos de carbono e energia. O biometano já aparece como principal motor de crescimento orgânico.
Duas fábricas já em operação produzem aproximadamente 300 mil metros cúbicos de biometano por dia. Com a incorporação da Vital, o potencial total chega a 2 milhões de m³/dia.
Segundo Pilão, o mercado ainda não tangibiliza plenamente o impacto da capacidade de biometano na transição energética do país. A empresa planeja abrir uma nova planta a cada três meses nos próximos dois anos.
As unidades de biometano já entregaram margem bruta de 65% no início de operação, conforme o primeiro balanço do ano. A tese de investimento envolve a consolidação do setor e a substituição de lixões por destinação adequada.
A Orizon trata a chegada de um novo sócio, a eB Capital, como acelerador da estratégia de buy-and-build. A gestora aportou aproximadamente 1,3 bilhão de reais, impulsionando a expansão da companhia.
Em cerca de um ano, a Orizon expandiu geograficamente sua atuação e concluiu a incorporação da Vital, elevando a escala da empresa. No pregão da B3, a ORVR3 acumula alta anual de 13,13%, com valor de mercado em torno de 10,8 bilhões de reais.
Fonte: Portal Tela




