Planta da Orizon em Jaboatão dos Guararapes (PE)
Mega What – 18/05/2026
A Orizon prevê concluir, em junho deste ano, o closing da incorporação da Vital Engenharia Ambiental, companhia pertencente ao portfólio de investimentos da família Queiroz Galvão. Com a finalização da transação, a companhia também projeta a entrada em operação de novas plantas de biometano em intervalos de aproximadamente três meses ao longo dos próximos anos.
A informação foi divulgada por executivos da empresa durante teleconferência para apresentação dos resultados do primeiro trimestre do ano. De acordo com Leonardo Santos, diretor Financeiro e de Relações com Investidores, a empresa está prestes a convocar assembleia para deliberar sobre a incorporação, após o cumprimento do rito societário e de governança previsto para a operação.
A transação será estruturada, majoritariamente, por meio do pagamento em ações, com a emissão de 41 milhões de papéis pela Orizon, além de bônus de subscrição semelhantes aos emitidos no último follow-on da companhia.
Segundo a Orizon, a incorporação representa um avanço relevante em sua estratégia de expansão, elevando o volume anual de resíduos recebidos em seus ativos para 14,2 milhões de toneladas por ano e fortalecendo sua posição competitiva no setor de resíduos sólidos.
A companhia destaca ainda que a entrada no segmento de gestão integrada de resíduos tende a ampliar a recorrência e a previsibilidade de receitas e de geração de caixa no longo prazo. Paralelamente, a operação espera fortalecer o modelo operacional e aumentar sua resiliência diante das dinâmicas de mercado.
“Com as plantas da Vital Engenharia Ambiental, que também estão em construção, devemos ver, ao longo dos próximos dois anos, praticamente uma nova planta de biometano entrando em operação a cada três meses. É uma agenda de crescimento no biometano já contratada e em construção, com novas unidades iniciando operação nesse intervalo ao longo dos próximos dois anos”, destacou Milton Pilão, diretor-presidente da Orizon.
Orizon no LRCap
A Orizon ainda estima adicionar cerca de R$ 80 milhões por ano em receita fixa após vencer o leilão de reserva de capacidade (LRCap) com três termelétricas que estavam previstas para serem desligadas.
Um dos projetos da companhia vencedores do certame é a UTE Paulínia, com potência instalada contratada no leilão de 21,3 MW, com início do contrato previsto para agosto de 2026, duração de dez anos, e uma receita fixa anual estimada em R$ 42,7 milhões.
A usina, localizada no município de Paulínia, em São Paulo, utiliza o gás natural como combustível para garantir o atendimento e teve a operação comercial suspensa pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no início deste ano, depois do término do período de suprimento viabilizado por meio do Procedimento Competitivo Simplificado (PCS), conhecido como leilão emergencial, ocorrido em 2021.
Com início de vigência dos contratos em outubro de 2028, as UTEs Jaboatão e João Pessoa têm potência instalada contratada no certame deste ano de, respectivamente, 26,9 MW e 4,8 MW. A receita fica anual estimada é de R$ 55,3 milhões para Jaboatão e R$ 9,9 milhões para João Pessoa. Ambas as usinas usam o biogás para gerar energia.
Segundo Leonardo Santos, diretor Financeiro de Relações com Investidores da Orizon, a companhia realizará a conversão das usinas para o biometano.
“Era para essas plantas serem desligadas e elas não estavam nem na nossa formação de equity, mas elas ganharam o leilão e vão trazer uma receita fixa, que não estava nem no script, de quase R$ 80 milhões por ano”, disse Milton Pilão, diretor-presidente da Orizon.
Para os executivos da Orizon, o resultado do leilão permitirá a maximização do valor dos ativos, ao viabilizar uma nova frente de monetização para as plantas térmicas, em complementaridade à estratégia de expansão do biometano.
Orizon 1T2026
A companhia encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 22,62 milhões, revertendo o prejuízo líquido de R$ 3,56 milhões verificado no mesmo período do ano anterior.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 143,38 milhões, alta 30,5%.
Também houve aumento de 37,5% na receita operacional líquida, que somou R$ 331,1 milhões. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida por Ebitda ajustado, ficou em 2,55 vezes, aumento em relação aos 2,40 vezes reportados no fim de 2025.
A melhora nos resultados da companhia foi atribuída à maturação dos ativos, à evolução do mix de receitas entre os diferentes segmentos de atuação e à consolidação das fontes de geração de receita.
Resultados operacionais
A companhia encerrou a etapa com uma receita de R$ 11,5 milhões em vendas de crédito de carbono, totalizando 388.134 tCO₂.
O volume médio mensal de biogás captado totalizou 52.521 Nm³/hora no período, recuo de 13,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025.A queda reflete movimentos de transição já em curso no portfólio de gás da companhia e foi concentrada nas plantas de biometano Jaboatão e Paulínia, onde o biogás antes direcionado às termelétricas passou a abastecer as novas plantas de biometano, atualmente em ramp-up.
Fonte: Mega What




