Espaço Sustentável: em parceria com a Coca-Cola, o programa “Recicla, Galera” fomenta a reciclagem (Camila Batista/Divulgação)
Exame – 01/01/2026
O Brasil é campeão mundial na reciclagem de latas de alumínio, com impressionantes 97% de reaproveitamento em 2024. Mas quando o assunto é plástico e outros materiais, o país ainda patina: apenas 4% do lixo total produzido anualmente é reciclado, muito abaixo da média mundial de 16%.
Enquanto milhões de toneladas de resíduos acabam em lixões ou aterros sanitários, a falta de infraestrutura de coleta seletiva, o alto custo e a baixa escala de reaproveitamento são os maiores gargalos.
Às vésperas da COP30, o governo federal deu um passo para mudar o cenário e acelerar a economia circular. O decreto publicado na terça-feira, 21, no Diário Oficial da União estabeleceu pela primeira vez metas nacionais de reciclagem: 32% em 2026, chegando a 50% até 2040.
Para reutilização do material em novas embalagens, o Brasil precisa saltar de 22% para 40% no mesmo período.
As novas regras colocam pressão sobre um setor que já movimenta bilhões em programas de logística reversa, mas ainda enfrenta desafios estruturais gigantescos.
A EXAME conversou com a Coca-Cola, Natura, Boticário e Unilever — empresas que juntas colocam no mercado milhões de toneladas de embalagens anualmente — e estão em uma corrida acelerada para fechar o ciclo dos materiais na cadeia produtiva.
Com programas que vão de cooperativas na Amazônia a fábricas de reciclagem no Nordeste, essas gigantes investem em modelos que buscam unir impacto ambiental, inclusão social e viabilidade econômica.
Mas todas esbarram no mesmo paradoxo: a resina reciclada ainda custa mais caro que o plástico virgem, invertendo a lógica que deveria favorecer a economia circular.
Na grande conferência do clima da ONU em Belém, a agenda terá pela primeira vez um palco oficial nas discussões climáticas e o Brasil tenta mostrar que pode ser laboratório de inovação.
Como diferencial, coloca catadores de materiais recicláveis no centro da estratégia, transformando o maior desafio ambiental do país em oportunidade de inclusão social.
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Fonte: Exame




